quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lendas da Amazônia




LENDAS DA AMAZÔNIA

Conversando com uma amiga que nasceu no Amazonas, tive a ídeia de falar sobre lendas. Quando criança Isabel escutava muitas histórias que seus pais contavam. Elas foram tão marcantes que já se passaram mais de 60 anos e ainda se lembra de todos os detalhes do que ouviu.
Nos anos 20 do século passado a floresta Amazônica ainda era mata virgem e lá viviam índios, Cablocos do pé redondo, Cablocos Suburubu e Cabloco roxo. Os índios viviam as margens dos rios, eles eram selvagens, fortes e passavam a noite perto das fogueiras comendo batatas, carnes assadas e pupunha.
Segundo Isabel, seu pai estava trabalhando no castanhal, retirando como de custume as castanhas e colocando nos cestos quando de repente escutou uns gritos, mais depressa correu para um tapirá, onde sua esposa estava. Era um Mapinguari, ser horrenso com mais de 2 metros de altura, corpo coberto por pelos, um olho na testa, a boca enorme que ficava no meio dos peitos e nas costas um casco como de tartaruga. Para matar um Mapinguari o tiro deve ser certeiro no olho, no casco ou no umbigo. Como ele é muito violento, quando ele pega um homem, coloca-o debaixo do braço e começa comendo pela cabeça. O pai de Isabel esperou o barulho passar e voltou para o castanhal. Chegando lá encontrou arbustos derrubados e todas castanhas colhidas totalmente trituradas e espalhadas pela mata.
Perguntei sobre o boto rosa, ela me falou que o nome verdadeiro é boto vermelho. Então após a expedição de Jacques Cousteau, esse boto foi impropriamente denominado de "boto-cor-de-rosa". Porém, o Inia sempre foi conhecido como boto-vermelho. Segundo a lenda, os botos, ao anoitecer, transformam-se em jovens bonitos, altos, fortes, bons dançarinos e bebedores. Voluptuosos e sedutores, freqüentam bailes, namoram e enganam as moças que chegam às margens dos rios, engravidando-as. De madrugada voltam para o rio onde recuperam a forma animal.
Segundo lendas o peixe Piraiba, de cor cinza e sem escamas era o terror da população. Com mais de 2 metros de cumprimento, podendo a chegar a 300kg e cabelos enormes, a Piraiba engolia um homem inteiroooo.
Outro terror eram os jacarés, que usavam o seu rabo para colocar a comida na boca. A mãe de Isabel contou que o cachorro da família estava na beira do rio, quando o jacaré se aproximou, fez um movimento brusco no rabo e levou o cachorro a boca, engolindo inteiro. A mãe teu muitas pancadas na cabeça do jacaré e tirou o cão de dentro da boca, só que ele já estava morto.
O único animal que consegue comer um jacaré é a onça, que primeiro vai engolindo e o jacaré fica paradinho, só esperando se devorado do rabo até a cabeça.
Isabel me falou que na época de sua mocidade, gostava muito de admirar as orquídeas nas árvores da mata. Elas eram conhecidas como cataléias (Cattleya) e ficavam no topo das árvores e suas touceiras iam descendo.Encontra-se orquídeas nos Campos de Várzea, Vegetação de Restinga Litorâneas, Campinas Abertas, Vegetação Serrana Baixa, Campo de Terra Firme ou Savana, Floresta Litorânea/Manguezal ou Siribual, Floresta de igapó, Floresta de Várzea, Matas secas, Campinas Altas e Sombreadas, Floresta de Encosta, Matas abertas de bambu, Matas de cipó, Matas densas e Floresta de Terra Firme.

Próxima semana falarei sobre a região Sudeste do Brasil.
Até lá!!!


Referências Bibliográficas:
Quero agradeçer a Isabel pelo bate papo,
http://orqudeasamazonicas.blogspot.com/,
http://www.saudeanimal.com.br/boto.htm,
http://www.amazonia.com.br/folclore/lendas.asp

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Nordeste Brasileiro

Brasil, este foi o País vencedor com a maioria dos votos na enquete: Qual destino vc gostaria de visitar nas próximas férias?
É isso aí gente! O Turismo interno aumenta o PIB, gera empregos diretos e indiretos, melhora a qualidade de vida das pessoas, além de conhecer tudo de maravilhoso que os nossos Estados têm para oferecer.


Verdes mares bravios de minha terra natal, onde canta a jandaia nas frondes da carnaúba...

(José de Alencar)


O Nordeste brasileiro rico em diversidades naturais e culturais, engloba 9 Estados: Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia. Cada Estado possue seu potencial turístico como praias, chachoeiras, rios, serras, chapadas, caatinga, cânions e a Mata Atlântica.
A Mata Atlântica é a floresta mais rica em biodiversidade do mundo, vai do Piauí ao Rio Grnde do Sul, pegando toda a faixa litoránea. Devido as queimadas, devastações, exploração da madeira, cultivo da cana de açucar e centros urbanos no litoral acabaram com grande parte da mata, somente tem-se 7,3% da mata original. A Mata Atlantica é uma formação vegetal higrofila (de ambiente umido), perene (sempre verde), densa (com muitas árvores por metro quadrado) e heterogênea (com muitas espécies vegetais distintas).
Passando pelo Piauí, temos Piripirí uma cidade, ótima para andar de bicicleta e onde minha mãe passou parte da juventude, Sete cidades e Parnaíba com seu famoso delta. As orquídeas que habitam o Piauí são: Catasetum macrocarpum, barbatum, puntactum, Encyclia advena, Habenária fastor, hamata, pratensis, Vanilla gardineri, Trigonidium macranthum, entre outros gêneroas e espécies.
No Maranhão, Alcantaras é uma cidade histórica onde vc pode admirar os azulejos portugueses que estão nas fachadas das casas e o magnífico Lençõis maranhenses, paisagem desértica, formada por dunas onde com a ajuda dos ventos alíseos que aos poucos se deslocam formando uma paisagem belíssima, que mais parece um emaranhado de lençõis brancos. As lagoas se formam nos mêses de chuvas e ganham tons azulados a verde esmeralda.
As orquídeas que habitam o Estado do Maranhão são: Aspasia variegata, Bletia catenulata, Brassavola gardneri, Brassia caudata, Cattleya nobilior, Catasetum barbatum, palmeirinhense, puntactum, rigidum, seccoi, ciliatum, discolor, Ionopsis satyrioides, utricularioides, Galeandra styllomisanta, Octomeria grandifolia, Oncidium morenoii, fuscopetalum, baueri, Stanhopea grandifolea, Scaphyglotis amethystina, modesta, siokii, Rodriguesia lanceolata, Schomburgkia gloriosa, entre outros gêneros e espécies. O Ceará é um Estado completo. Espera aeh, deixa eu explicar! Você quer ir a uma praia, se bronzear sem perceber? A brisa proporciona esta sensação. Quer fugir do calor e ficar numa temperatura entre 15º a 18º? Serras de Baturité, Meruoca e Uruburetama (habitat de orquídeas). - E no Ceará têm orquídeas? E elas gostam de calor? Engano seu! Não só como o Ceará, mas como em todo Nordeste possuem habitat de orquídeas.
As que encontramos no Ceará são Brassavola tuberculata, Campylocentrum linearifolium, Catasetum barbatum, Catasetum macrocarpum, Catasetum hookeri, Cattleya labiata, Oncidium ceboleta, Dimerandra emarginata, Epidendrum anceps, Epidendrum ciliare, Epidendrum difformis, Epidendrum latilabre, Epidendrum nocturnum, Epidendrum patens, Epidendrum secundum, Gongora quinquenervis, Maxillaria camaridii, Maxillaria rufescens, Oeceoclades maculata, Ornithocephalus cujeticola, Polystachia concreta, Prosthechea fragrans, Rodriguezia bracteata, Rodriguezia lanceolata, Scaphyglottis prolifera, Schomburgkia gloriosa, Stelis aprica, Trichocentrum cornucopiae, entre outros gêneros e espécies.
Seguindo de Fortaleza para o Rio Grande do Norte, local de praias belíssimas, bons restaurantes, cidade limpa e muito fácil de andar. As orquídeas que podem ser encontradas no Rio Grande do Norte são: Cattleya granulosa, planta robusta, possuindo uma flor com textura densa tornando a floração por mais tempo, Ionopsis utriculiarioides, Epidendrum cinnabarinum, imatophyllum, orchidiflorum, Polysthachya concreta, Schomburgkia crispa, Trichocentrum fuscum, Prosthenchea fragans e pygmaea, Oeceoclades maculata, Vanilla bahiana e outrós gêneros e espécies.
Vizinha do Rio Grande do Norte temos a Paraíba terra do cabra macho. Na estrada você visualiza os canaviais de um lado e do outro exalando um aroma adocicado. A cidade de João Pessoa é muito arborizada, tornando o ar puro e muito agradável. As orquídeas que habiatam a Paraíba são: Cattleya labiata, Encyclia osmantha, oncidioides, Epidendrum diforme, anceps, Oncidium gravessianum, Vanilla bahiana, palmarum, Oeceoclades maculata, Habenaria repens, hamata, obtusa, entre outros gêneros e espécies. Em Pernambuco vicê, me faz lembrar Porto de Galinhas e suas deliciosas piscinas naturais em meio aos corais. Chegando em Recife cidade histórica, conhecida como Veneza brasileira, rica em cultura e local do famoso Frevo e de Bolo de rolo, umas das receitas mais tradicionais do Estado. Trata-se de um rocambole feito com fatias finas de pão de lõ e recheado com goiabada. As orquídeas que habitam Pernambuco são:
Cattleya granulosa, labiata, Comparettia coccinea, Ionopsis satyrioides, Isochilus lineares, Liparis nervosa, maxilaria amazonica, camaridii, ferdinandiana, minuta, Octomeria deltoglossa, helvota, linearifolia, Rodriguesia pubescens, Sobralia augusta, Xylobium colleyi, entre outros gêneros e espécies.
O Enorme Estado baiano com seu axé de tirar todo mundo do chão, artistas literários, cantores e políticos. Terra de muitas paisagens e musa inspiradora de escritores, como Jorge Amado. A linda praia do Forte, cidade histórica onde a Mata Atlantica cobria toda a faixa litorânea foi destruida para o cultivo de cocos, uma valiosa planta da índia, em 1553. Para ver mata secundária com varias espécies de fauna e flora, vá a reserva ambiental de Sapiranga.

A Bahia é terra de muitos gêneros de orquídeas, inclusive uma de minhas paixões, a Cattleya amethystoglosa. Encontra-se na Bahia Aspasia silvana, Bifrenaria aureo- fulva, calcarata, harrisoniae, mellicolor, silvana, Brassavola ceboleta, Brassia arachnoidea, Cattleya amethystoglosa, aclandiae, elongata, guttata, harrisoniae, loddgesii, porphyglosa, schilleriana, tenuis, warneri, Diversos híbridos naturais, Laelia alaori, bahiensis, brevicaulis, grandis, sincorana, tenebrosa, xanthina, Leptotes bicolor, Maxilaria discolor, robusta, maginata, Oncidium pumilum, jonesianum, ciliatum, Rodriguesia bahiensis, bracteata, pubescens, rigida, venustra, Sobralia liliastrum, Zigopetalum silvanum, sincoranum, além de outros gêneros e espécies.

Sergipe é o menor estado do País, mas a sua grandesa está nos detalhes. O cânions e ilhas fluviais no Rio São Francisco "velho chico" são um espetáculo e que você descendo pelo rio Piauitinga e chegando na divisa com a Bahia você avista Mangue Seco aquela cidade do Romence de Jorge Amado. Em Sergipe as orquídeas no habitat são: Gongora bufonia, Gomesa barkeri, Dimeranda emarginata, Cattleya leopoldii, Cyrtopodium gigas, Encyclia dichroma, oncidioides, osmantha, patens, Polysthachya estrellensis, Trigonidium acuminatum, Liparis vexillifera, entre outros gêneros e espécies.
E por fim Alagoas possue um dos destinos mais procurados do País, Maragogi, onde você esquece do mundo nadando no mar calmo, morno e cristalino ou nos barcos que levam até as piscinas naturais. Lá dá para fazer mergulho para observar a vida marinha. As orquídeas alagoanas são:
Bulbophyllum sanderianum, Aspasia variegata, Barbosela grassifolea, Cattleya labiata, Cattleya guttata, Coryanthes speciosa, Cyrtopodium cristatum, gigas, holstii, Catsetum lincatum, purum, Epidendrum avicula, desinflorum, dentriculatum, ibaguaense, ramosum, vesicatum, xanthinum, fulgens, Gomesa barkeri, recurva, Gongora bufonia, quinquenervis, Huntleya meleagris, Miltonia clowessi, flavencens, moreliana, Oncidium barbatum, ceboleta, ceboleta albina, liliatum, flexuosum, Phragmipedium sargentianum, Pholistachya caespitosa, concreta, estrellensis, Proshenchea alagoensis, fragans, glumacea, Sobralia liliastrum, Sophronitis cernua, alagoensis, Trigonidium acuminatum, obtusum, entre outros gêneros e espécies que habiatam o Estado.


Lembrando que cada vez que as orquídeas são retiradas do seu habitat natural, acontece um desequilíbrio ambiental. Seja retirada pelo homem, por queimadas, por desmatamento, tornando o clima mais quente e a população de insetos e pássaros migram para outras regiões, assim alterando a cadeia alimentar daquela região.

Associações Orquidófilas do Nordeste:


ASSOPE – Associação Orquidófila de Pernambuco
Rua: Dos Palmares, 831 – Santo Antônio
Recife – PE
CEP: 50109-600

CPO – Círculo Potiguar de Orquidófila de Sergipe
Rua: B, Conjunto Beira Mar II, casa 95 – Aeroporto
Aracajú – SE
CEP: 49037-080

ORQUIDESC - Sociedade dos amigos de Orquídeas e Bromélias do Sítio do Descobrimento
Rua: Dos Coqueiros, s/n – Distrito de Arraial D´Ajuda
Caixa Postal 354
Porto Seguro – BA
CEP: 45810-000

APO – Associação Paraibana de Orquidófilos
Caixa Postal 491
João Pessoa – PB
CEP - 58020-320

ACOR
Rua: Agrimenssor José de Brito, 362 – Alto Branco
Campina Grande – PB
CEP: 58102-560

AOBAL- Associação de Orquidófilos e Bromeliófilos de Alagoas.
Rua: Dr. Antônio Pedro de Mendonça, 155 – Pajuçara
Maceió – AL
CEP: 57030-070

OBA- Orquidófilos Baianos Associados
Estrada do Coco, km 10, UNISER, Abrantes.
Camaçari - BA
CEP - 42840-000

Círculo Bahiano de Orquidófilos
Condomínio Sul do Atlântico, 411- Stella Mares
Salvador - BA
CEP: 41600-000


ACEO - Associação Cearense de Orquidófilos
Site: http://www.orquidofilos.com/
aceo1977@yahoo.com.br
Fortaleza- Ce

Referências Bibliográficas:


Revista Terra, ano 6, Edição 67, pag 110;
Revista Mais Turismo, ano 8, nº37, pags 42 e 43;
Revista Mais Turismo, ano 7, nº 48, pag 45
SCO- Publicação da I Exposição Cearense de Orquidófilos, 1987

Bom! Farei postagens sobre o Brasil, dividindo por regiões Nordeste, Norte, Sudeste, Centro- Oeste e Sul.
Na próxima semana falarei sobre o Norte.
beijossss
Ju

terça-feira, 21 de abril de 2009

México - Prepare o seu coração!!!









México - Prepare o seu coração!!!

Não via a hora de desembarcar e explorar ao máximo que eu pudesse daquela cidade que já era importante antes mesmo de Colombo chegar.
Como toda metrópole, a Cidade do México é cosmopolitana e caótica, cheia de viadutos e edifícios luxuosos, favelas e camelôs convivendo perfeitamente com a herança Asteca.
A uns 50 km do centro está as ruinas da cidade pré histórica de Teotihucan, onde estão enormes pirâmides (a do SOL e da LUA). À noite a diversão é embalada com muita tequila, bebida inventada pelos índios, extraída da Agave azul e recebe o rótulo 100% agave azul.

O México possui clima semi árido a desértico ao Noroeste e tropical úmido ao sudeste. O relêvo é montanhoso, onde a metade do país está acima de mil metros de altitude. O cultivo de orquídeas aconteceu ainda antes da invasão espanhola entre os Astecas. Durante os anos de domínios, os índios ensinaram muito sobre o cultivo desta planta aos espanhóis e um deles foi Francisco Hernanez, médico, do Rei da Espanha Felipe II.

Naquela época muitos expemplares foram levados para a Europa, sendo que algumas tiveram dificuldades de adaptação, mas o gênero Sobralia se deu bem nas Ilhas Canárias.
40% das orquídeas do mundo, estão no México. Um número que destaca a riquesa de gêneros e espécies que habitam esta região. Dentre elas a Laelia anceps, Laelia rubesces, Laelia goldiana, Epidendrum parkinsonianum, Epidendrum ibaguense, Encyclia radiata, Encyclia cordigera, Encyclia mariae, Epidendrum peperomia, Epidendrum polybulbum, Epidendrum stanfordianum albo, Lycaste verrucosa, Lycaste aromatica, Coelia bella, Stanhopea oculata, Stanhopea nigrovidacea, Stanhopea graveolens, Arpophyllum giganteum, Barkeria lindleyana, Brassavola nodosa, Cattleya aurantiaca, Cattleya skinneri, Clowesia rosea, Masdevallia floribunda, Masdevallia intracta, Maxilaria tenuifolia, Maxilaria pulchra, Cuitlauzina pendula, Oncidium ungriculatum, Oncidium carthagenense, Oncidium leucochilum, Oncidium maculatum, Oncidium sphacelatum, Oncidium stramineum, Oncidium phymatochillum, Rhyncholaelia glauca, Rhyncholaelia digibiana, Ionopsis, Xylobium foveatum, entre outros.

O cultivo de orquídeas no México já existe a mais de 500 anos, daí foram classificadas e conhecidas mundialmente. Em 1940 foi formado um grupo chamado de "Amigos de Orquídeas" em Chiapas, onde aconteceu o primeiro evento (Congresso Internacional de Orquideologia), com o tempo o grupo parou de se reunir e em 1966 foi reativado por Dom Joaquim Ibarrola e somente em 1971 foi legalmente registrado por Eric Hagsater como Associação Mexicana de Orquideologia na Cidade do México e com seções em Cuernavaca, Morelos; Jalapa, Veracruz; Morelia, Michoacan; Huixquilucan e Atizapán, cidades onde acontecem encontros de orquidófilos. É muito bem organizado, onde em cada seção possui um presidente. O site conta com todas as informações, inclusive das próximas exposições deste ano. http://amo.com.mx/indexesp.html .
Saindo um pouquinho das orquídeas vamos viajar para outros destinos: Baja Califórnia é um deserto de cactos, seguindo um pouco ao sul chega a Los Cabos. Como é uma faixa de terra, onde um lado fica o Golfo da Califórnia e o outro o Oceano Pacífico e os rochedos escuros. Inclusive um destes rochedos lembra muito uma praia no Ceará, chamada Jericoaquara.
Agora me desculpem as outras cidades mexicanas, mas a melhor e mais visitada é Cancum. Uma cidade projetada em cima de um pântano, com 23 km de orla lotada de hotéis, cada um melhor que o outro; mas o que fascina é o mar azul e a areia branca e fininha, que não queima os pés por que é feita de fósseis de um planton microscópico, diferente das outras praias que a areia é feita de silica.
Emocionante é conhecer as grandes cidades Maias que foram construidas distantes da Cidade do México. O passeio para as ruinas de Chichen Itzá é imperdível, principalmente pelo desafio de subir os 91 degraus com uma inclinação que nem todo mundo consegue chegar ao topo.
Por fim, Tulum, a única à beira mar que assombrou os Espanhóis quando chegaram ao México e hoje fascina os turistas com as construções milenáres.
O passado e o presente andam juntos. Deve ser este o segredo para o México ser tudo de bom!

Fontes Bibliográficas:
Site da Associação Mexicana: http://amo.com.mx/indexesp.html

Foto da Piramide disponível em:http://www.cancun.tur.br/cultura.asp
Revista 101 Orquídeas. Ed. Casa dois, edição 01
Revista O Mundo das Orquídeas. Ano 11, edições 43, 47, 48, 49, 50, 52 e 55;
Revista Viagem e Turismo. Ano 4, nº 12, pags 64 a 83;
O Grande livro das orquídeas. Editora On Line 10 anos.
Informe publicitário Mexico - Consejo de promocion turistica. Pags 3 a 18.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Não custa nada sonharrrrr!!!!

Acordar cedo, andar de caminhão, visitar praias desertas com mar azul, céu azul, muita vegetação nas ilhas, alimentar tubarões, acariciar arraias, ver golfinhos, andar de bicicleta, ter uma vontade enormeeeee de comprar uma pérola negra e dançar um hula hula? É isso aí, vócê está na Polinésia Francesa!


A Polinésia Francesa é composta de 118 ilhas e atóis de origem vulcânica divididos em em 5 arquipélagos. Ao chegar no aeroporto de Papette, capital do Taiti voçê é recepcionado por uma bandinha com instrumentos típicos e o mais esperado: Um colar de flores (jasmim, bouganville ou orquídeas.), essa recepção alivia totalmente o cansaço de 14 horas de vôo.

Chegando no hotel, você se depara com muitas flores de hibiscos por toda parte do quarto (em cima da cama, banheiro e móveis).

As flores estão em todos os lugares e são elas que dão o indicativo do estado civil das mulheres. Quem está solteira usa a flor do lado direito, quem está casada usa a flor do lado esquerdo.

Esteja sempre com sorriso no rosto e se prepare para ficar hipinotizado com tanta beleza, principalmente se for a Moorea e Bora Bora.

Papeete é a capital da Polinésia Francesa e esta localizada na maior ilha da região "Ilha de Tahiti". Lá encontra-se o único aeroporto internacional sendo a porta de entrada.Com ares de cidade grande, Papeete oferece uma vida noturna, concentrada no bulevar Pomaré (beira-mar).onde os turistas podem se divertir a noite nas boates com músicas típicas ou nas discotecas com tecno. Durante o dia visite o museu Paul Gauguin; o Jardim Botânico, como também pode conhecer a ilha particular de Marlon Brando, visitar o mercado da cidade e no final da tarde Contemplar a Barreira de Corrais e assistir ao pôr-do-sol.

Como a maioria dos hotéis é em forma de bangalôs (foto) você fica diretamente suspenso sobre palafitas, dá para tomar um solzinho ou mergulhar na sua "banheira particular".

Moorea é um paraíso para os amantes do mergulho, que ficarão maravilhados com seus corais vermelhos e sua fauna marinha, podendo até mesmo ver tubarões em seu habitat natural. Para os menos aventureiros, poderão observar a vista do fundo do mar através de submarinos ou mini submarinos que comportam 3 passageiros e submerge a uma profundidade de 40 metros. Moorea é cercada por duas baías Cook e Oponohu onde juntas formam inúmeras lagoas onde foram filmados grandes produções de Hollywood ou mergulhar no Pacifico Sul e apreciar inúmeros tons de corais em companhia de tubarões.

Já Bora Bora é um destino certo daqueles que estão em lua-de-mel. Ela é toda rodeada de "motus" (ilhotas formadas por corais), o que deixa as águas quase paradas e com aparência de lagoa azul, ideal para a prática do snorkel ou esportes relacionados com velas.
Além de fazer todos estes passeios e ficar de boca aberta com o mar azul turquesa você pode casar ou renovar os votos de casamento com as tradições locais. É assim! Os noivos vestem pareõs. O noivo chega numa canoa toda decorada com flores, enquanto a noiva fica a espera na areia da praia. O casal ganha colares de flores e conchas com nomes polinésios, se já tiver filhos eles também ganham nomes polinésios. Os guerreiros entoam cantos para invocar os deuses e as mãos dos noivos são entrelaçadas com palhas de palmeiras, juntamente com as alianças. Eles são abençoados com água de coco. Foi isso mesmo, eu disse água de coco! Após a cerimonia o casal é amarrado em um lençol e colocados em um trono e uma canoa e levados para um bangalô em alto mar para consumarem o casamento; após duas horas os mesmos homens que levaram, vão pega-los de volta para a praia e o casal presencia a festa que os nativos fazem para eles.
O casal recebe uma certidão de casamento, impresso num tecido. Esta cerimonia não tem valor legal, mas na minha opinião deve ser uma experiência bacana.


Referências bibliográficas:


Revista Viagem e Turismo, ano 6, nº9. Pags 62 a 75;

Revista Viagem e Turismo, ano 7, nº10. Pag 89;



quinta-feira, 9 de abril de 2009


Mergulho na cultura e belezas naturais da Índia



Imagina você estar no segundo país mais populoso do mundo, perdendo somente para China e o sétimo maior por área. Um país rico em cultura, tradições milenares, rico geograficamente, tornando-se também propício para o turismo ecológico e de aventura.

Embora tenha sido oficialmente extinto o sistema de castas ainda faz parte da cultura hindu, no entanto foi modificado no seu formato original. No sistema antigo, as pessoas eram divididas de acordo com sua posição social. Os grupos (castas) eram: brâmanes (religiosos e nobres), xatrias (guerreiros), vaixias (agricultores e comerciantes), sudras (escravos) e párias (sem castas).
Pensar na índia é lembrar do Taj Mahal, mausoléu situado na cidade de Agra. Foi construído em mármore branco, entre os anos de 1630 e 1652, por mais de 20.000 homens. A construção é uma homenagem do imperador Shah Jahan para sua esposa falecida. Uma belíssima prova de amor e que se tornou um dos pontos turísticos mais visitados do oriente.
Conhecer a Índia de verdade é mergulhar nela, sentir tudo que o país tem para oferecer, é se deparar com um estilo de vida que não tem quase nenhuma relação com a nossa. As ruas são movimentadíssimas e não pense que é como o trânsito de São Paulo. São carros, vacas, bicicletas, porcos, pedestres, camelos e cachorros tudo disputando espaços. As roupas, o respeito que os filhos têm que ter com os mais velhos, os rituais na hora de preparar uma comida, danças e as festas que são bonitas de se ver.
Hoje em dia está muito procurado o turismo de aventura. Então você. poderá fazer trekking, escaladas na região do Himalaia, canoagem e outros esportes aquáticos, safáris em camelos ou a cavalo e inclusive em jeeps, turismo ciclístico, navegação à vela, safáris em regiões selvagens, mergulho, visita às tribos do país, além de fotografar as orquídeas que habitam na Índia, ou ter a emoção de passear em um elefante.
Infelizmente, devido ao desmatamento, incêndios e coletas desenfreadas são causadores do desaparecimento de algumas espécies, como a Cattleya Whiteana, Cattleya assamica e Coelogyne abolutea que já foram extintas.

As Orquídeas habitam as regiões montanhosas da Índia, principalmente no Estado de Assam e Sikkim. Assam fica no finalzinho do Himalaia e próximo de Bangladesh. É do derretimento do gelo do Himalaia que alimenta o rio Ganges, local onde as pessoas vão tomar banho, lavar roupas, rezar e morrer. Os corpos são depositados em piras, onde são queimados e suas cinzas são jogadas no rio. Tudo é feito com muita religiosidade e sem choro.

Voltando as orquídeas... as que habitam na Índia são: Bulbophillum rothschidianum, Aerides rosea, Papilionanthe vandarium, Bulbophillum carreyanum, Callista chrysotosea, Callista amabilis (em matas de altitude de 1500m), Cleisostoma arietina, Coelogyne ovalis, Eria stricta, Dendrobium arphyllum, Dendrobium anosmum, Dendrobium falconeri (encontrada em Assam), Dendrobium linearifolium, Dendrobium infundibulum (habita em altitudes de 1100 a 2300m), Dendrobium lindley (350 a 1500m em Assam), Dendrobium parishii, Dendrobium rhodostoma, Dendrobium nobile, Dendrobium wardianum e devonianum (amabos habiatam em Assam), Ludísia discolor (foto- Nasce em rochas, florestas sombrias e úmidas em uma altitude de 1800m), Papilionanthe teres, Phaius tankervilleae, Pleione maculata, Rynchostyles retusa, Spathoglotis plicata, Thunia bensoniae entre outras.Algumas destas orquídeas podem ser encontradas na Tailândia, China, Siri - Lanka, Malásia, Himalaia, Laos e Burma, devido estar próximos geograficamente.


E aí, se imaginou? A Índia oferece um potencial ilimitado para quem procura férias inesquecíveis.


Que o Deus hindu Ganesh traga sorte e alegria, além de abrir seus caminhos e remover os obstáculos que a vida nos apresenta.


Próxima semana falarei sobre o Taiti e suas curiosidades.

Até lá!!!!

Beijoss

Ju

Referências bibliográficas:
Arcoline, Tatiana. O Grande Livro das Orquídeas. On line editora, 10 anos;

Revista Viagem e Turismo ano 7, nº 4, pags 36 a 43;

Digest Selecções do Reader´s. Dicionário Ilustrado das Maravilhas Naturais do Mundo, 1980;

Assam- Disponívem em: http://en.wikipedia.org/wiki/Assam;

índia - Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Cultura_da_Índia