quarta-feira, 6 de maio de 2009

Lendas da Amazônia




LENDAS DA AMAZÔNIA

Conversando com uma amiga que nasceu no Amazonas, tive a ídeia de falar sobre lendas. Quando criança Isabel escutava muitas histórias que seus pais contavam. Elas foram tão marcantes que já se passaram mais de 60 anos e ainda se lembra de todos os detalhes do que ouviu.
Nos anos 20 do século passado a floresta Amazônica ainda era mata virgem e lá viviam índios, Cablocos do pé redondo, Cablocos Suburubu e Cabloco roxo. Os índios viviam as margens dos rios, eles eram selvagens, fortes e passavam a noite perto das fogueiras comendo batatas, carnes assadas e pupunha.
Segundo Isabel, seu pai estava trabalhando no castanhal, retirando como de custume as castanhas e colocando nos cestos quando de repente escutou uns gritos, mais depressa correu para um tapirá, onde sua esposa estava. Era um Mapinguari, ser horrenso com mais de 2 metros de altura, corpo coberto por pelos, um olho na testa, a boca enorme que ficava no meio dos peitos e nas costas um casco como de tartaruga. Para matar um Mapinguari o tiro deve ser certeiro no olho, no casco ou no umbigo. Como ele é muito violento, quando ele pega um homem, coloca-o debaixo do braço e começa comendo pela cabeça. O pai de Isabel esperou o barulho passar e voltou para o castanhal. Chegando lá encontrou arbustos derrubados e todas castanhas colhidas totalmente trituradas e espalhadas pela mata.
Perguntei sobre o boto rosa, ela me falou que o nome verdadeiro é boto vermelho. Então após a expedição de Jacques Cousteau, esse boto foi impropriamente denominado de "boto-cor-de-rosa". Porém, o Inia sempre foi conhecido como boto-vermelho. Segundo a lenda, os botos, ao anoitecer, transformam-se em jovens bonitos, altos, fortes, bons dançarinos e bebedores. Voluptuosos e sedutores, freqüentam bailes, namoram e enganam as moças que chegam às margens dos rios, engravidando-as. De madrugada voltam para o rio onde recuperam a forma animal.
Segundo lendas o peixe Piraiba, de cor cinza e sem escamas era o terror da população. Com mais de 2 metros de cumprimento, podendo a chegar a 300kg e cabelos enormes, a Piraiba engolia um homem inteiroooo.
Outro terror eram os jacarés, que usavam o seu rabo para colocar a comida na boca. A mãe de Isabel contou que o cachorro da família estava na beira do rio, quando o jacaré se aproximou, fez um movimento brusco no rabo e levou o cachorro a boca, engolindo inteiro. A mãe teu muitas pancadas na cabeça do jacaré e tirou o cão de dentro da boca, só que ele já estava morto.
O único animal que consegue comer um jacaré é a onça, que primeiro vai engolindo e o jacaré fica paradinho, só esperando se devorado do rabo até a cabeça.
Isabel me falou que na época de sua mocidade, gostava muito de admirar as orquídeas nas árvores da mata. Elas eram conhecidas como cataléias (Cattleya) e ficavam no topo das árvores e suas touceiras iam descendo.Encontra-se orquídeas nos Campos de Várzea, Vegetação de Restinga Litorâneas, Campinas Abertas, Vegetação Serrana Baixa, Campo de Terra Firme ou Savana, Floresta Litorânea/Manguezal ou Siribual, Floresta de igapó, Floresta de Várzea, Matas secas, Campinas Altas e Sombreadas, Floresta de Encosta, Matas abertas de bambu, Matas de cipó, Matas densas e Floresta de Terra Firme.

Próxima semana falarei sobre a região Sudeste do Brasil.
Até lá!!!


Referências Bibliográficas:
Quero agradeçer a Isabel pelo bate papo,
http://orqudeasamazonicas.blogspot.com/,
http://www.saudeanimal.com.br/boto.htm,
http://www.amazonia.com.br/folclore/lendas.asp

2 comentários:

Anônimo disse...

Conheça o novo portal de Turismo do Amazonas.

www.visitamazonas.am.gov.br

Lisa Griffin disse...

Olá, seu blog é muito bonito, sou uma de suas seguidoras. Qualquer entusiasta da natureza pra mim é uma boa pessoa! Seja bem vinda para visitar meu blog também, obrigada.